Desde 1990 que a globalização teve maior impacto. Nesse período a economia brasileira passava por uma série de crises: déficit público elevado; escassez de financiamento para atividade produtiva e para ampliação de infra-estrutura; inflação; no final da década de 80 a inflação chegou a 80% ao mês, e os preços subiam diariamente.
No inicio da década de 90, o Brasil passa a adotar idéias liberais, abrindo o seu mercado interno, criando maior liberdade para a entrada de mercadorias e de investimentos externos, derrubando assim, algumas barreiras protecionistas. A idéia era ter o capital estrangeiro como ajuda para retomar ao crescimento econômico.
Isso mostra que o processo da globalização tem sido bem diferentes entre os países ricos e os pobres, sendo que a pobreza tem aumentado até em países ricos.
Apesar de a globalização ter acentuado os problemas nos países do norte, tem sido bem mais grave nos países do sul, que possuem recursos limitados.
As diferenças entre os países do mundo atual são enormes. Os países do G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá) são responsáveis pela produção de cerca de 56% de toda a riqueza do mundo. Todos os outros países, aonde vivem 85% da população, produzem os 44% restantes.
Essas diferenças sócio-econômicas tendem aumentar a cada ano com o desenvolvimento técnico-científico acelerado e concentrado nos países desenvolvidos. Segundo o Relatório de 2002 do Estudo de População das Nações Unidas, cerca de três milhões de pessoas vivem com menos de três dólares por dia.
O continente americano reúne, de um lado os Estados Unidos e Canadá, países desenvolvidos e com alto índice tecnológico. E do outro, países bem obres, que baseiam sua economia na agricultura ou extração mineral, como o Haiti, Bolívia, Guiana.
E o Brasil, do ponto de vista econômico, fica numa situação intermediaria. O Brasil e outros países latino-americanos, não tem condições de competir com as empresas dos Estados Unidos.
E os países que se negarem a participar da Alca podem sofrer represálias, que dificultariam a sua situação econômica. Alem do mais, o Brasil é dependente da economia norte-americana, cerca de 30% das exportações brasileiras, são para os Estados Unidos.
Mas é preciso levar em consideração que o Brasil é importante para os Estados Unidos, pois sozinho corresponde a cerca de 70% da economia de toda a América do Sul.
O mercosul, junto com a Comunidade Andina (CAN), estão buscando maior integração para fortalecer sua capacidade de negociação frente aos Estados Unidos.
Mas, por enquanto, não estamos numa situação de preocupação com a Alca, pois parece que esse assunto, semelhante a muitos outros acordos, foi esquecido. Pelo menos por enquanto.