Salário de profissionais brasileiros pode subir 15% a cada ano de estudo. Foi o que comprovou a pesquisa “Você e o Mercado de Trabalho”, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). O estudo, divulgado na última quinta-feira, 9 de outubro, foi baseado nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os números, segundo o estudo, mudam de acordo com o nível de escolaridade do profissional. A taxa média de ocupação de uma pessoa que nunca estudou, por exemplo, é de 59%. Esse índice sobe para 90% quando se fala de brasileiros que acumulam 18 anos de estudo, o que inclui profissionais com mestrado e doutorado.
A mesma teoria foi comprovada em relação à média salarial dos brasileiros. Apesar de as jornadas de trabalho serem similares, as diferenças salariais podem chegar a R$ 4.000. Enquanto quem nunca estudou recebe em média R$ 392,14, aqueles que possuem título de mestre ou doutor ganham R$ 4.454,69.
Na pesquisa apontou ainda que quem completou o Ensino Fundamental tem 35% a mais de chances de ocupação que um analfabeto. O número sobe para 122% na comparação com alguém que tenha o Ensino Médio, 387% com quem tem Ensino Superior e, por fim, 522% para quem possui pós-graduação.
De acordo com o estudo, o Distrito Federal é o lugar em que o jovem ganha mais. Lá, são pagos cerca de R$ 10,70 por hora trabalhada. A média cai para R$ 6,50 em São Paulo, e a R$ 6,25 no Rio.